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16 março, 2012

Só você e eu...


"Quando penso em você me sinto flutuar, 
me sinto alcançar as nuvens, 
tocar as estrelas, morar no céu"...
Shakespeare


Com um sorriso confiante e os olhos luminosos em um relance, você segurou minha mão pela primeira vez e me garantiu que alguém estivesse aqui .
 
Para preencher meus momentos de riso e diversão... Para iluminar o meu dia com amor carinho e afeto e beijos ... E você me deu esperança quando não havia ninguém e a força para continuar com minha vida ...

Você mudou os raios do sol negro da minha vida em tons de amarelo da alegria. Agora, quando a chuva está a chover, são gotas de felicidade em mim ... Meu coração está perdido em seu amor doce e ele desesperadamente anseia por ti...
 
Eu quero-te tanto, não importando nada mais neste mundo:  
 
Só você e eu, e as sombras dessas estrelas no céu... 


14 março, 2012

Janelas


Entre muitas outras coisas, 
tu eras para mim uma janela através da qual podia ver as ruas. 
Sozinho não o podia fazer.
( Franz Kafka )


  Este céu através das minhas janelas, pesado por tantas nuvens de futuras chuvas, lembrou-me você, com esses pequenos olhos usurpando estrelas quando todas elas se acendem.
A chuva barulhenta na calçada vai te lembrar que eu estou com frio, sentada na cama vendo a vida passar por mim, esperando você entrar através das minhas janelas.
  Abro a janela para te espreitar, mas eu já desconfiava que tu sonhavas de lado, com os braços e pernas bem apertadinhos, tomando conta do meu mundo num abraço enrolado. Será impossível saber o que poderia acontecer se eu deixasse os meus sonhos para trás com o vento soprando às minhas costas. Uns sonhos que teimam em ficar aberto em comunicação com o teu. Sintonizados.
  Acorda, não é o vento assoviando, sou eu que te canto, aquela que há tempos te ver nanar, num dorme bebê, lembras? Ou talvez você pudesse me tirar da tua mente como fones de ouvido...
Talvez você também ouça as chuvas de março fechando o verão... 

Krol Chacon

28 fevereiro, 2012

27 fevereiro, 2012

Sétimo Céu



"Maldita essa escada que cansaria até os anjos!"

Victor Hugo

Para o inferno as escadas e seus infinitos degrau, degraus, desgraça...
Carrego um botão e prefiro esperar que o elevador desça e venha me buscar. Ando cansada de tentar subir esse infinito.
Para o inferno os quilômetros abaixo e acima que tenho que percorrer. Acelero e pronto: num piscar de olhos lá chegarei. Excitação em subida rápida no descer passado um tempo, podia parar lá em cima num pause qualquer, sei lá congelar aquele nosso segundo perfeito: sétimo céu...

Estou farta de empecilhos que me tapam o resto da visão na livre expressão do tempo. Abrirei as janelas, quebrarei as paredes, e rasparei os cabelos que me caem nos olhos.
Rebelo-me, e pro inferno mesmo as escadas, que eu espero que o elevador que sobe e desce venha mesmo me buscar... 

23 fevereiro, 2012

Falta de Poesia

 quando menina
corria de bicicleta
para contemplar:

um menino de olhos castanhos.
rua, sol, estrelas

ciúme de brincadeira alheia,
as horas corriam
estrelas acendiam.

sangue em curativo de panos.
pisa de pai, de mãe

amizade etérea
sem o amor Nato.
só espírito enamorado