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13 maio, 2010

Triste Insônia


É triste
Que nem todos acreditem em sonhos,
Que os pisem antes deles alçarem voo,
Que os deixam perder-se antes de dar-lhes forma.
Certo que futuro nem todos têm,
Mas eles sempre velam nosso sono
E nunca nos deixam,
mesmo na insônia da descrença...

06 maio, 2010

Estranha Timidez


As palavras mais ousadas
Escondem-se dentro da boca
Todas tímidas...
Os desejos tão furiosos
Queima a pele,
Faiscam nos olhos,
Molham mãos...
As mesmas mãos que trancam toques.
que seguram desejos.
Esta timidez
Estremece os dedos,
Que estremece todo um corpo
Todo interligado por tênues fios
Condutores de loucas ânsias,
Todas elas tão prisioneiras
Por detrás destas pálpebras,
E o querer tão violento cede...
Parece vencido,
E se cala (não) tão frágil
Latejando frágeis lábios...


24 abril, 2010

Minha Porta, Tua Chave


"Você fica bem beijando minha boca:
Olhando de qualquer ângulo
Se encaixa como uma chave se encaixa na porta
Digamos que eu seja uma chave
E você seja a porta..."
PH

Estavas a espreitar pela fechadura
Por detrás da porta
Meu interior empoeirado,
Um coração trancado,
Um sonho acabado,
Estraste
Senti-me invadida,
Mas não violada
E contigo
Entrava a a luz e a brisa
Sem pular janela,
Sem forçar a fechadura
Você tinha a chave da minha porta...



Krol Rice

06 abril, 2010

Águas de Abril


Porta entreaberta, réstia de sol,
Fazendo estrelas da poeira que dança
Te pego pela mão e te levo
E nos juntamos a elas feitos crianças,
Rabiscando na calçada castelo e floresta
brinca e junta os pedaços de giz
Desenha o céu no chão
De ontem e de agora pra compor nossa história
E contá-las depois, quando for avó
Chega água de cima pra baixo
O sol vai embora, não vai só
Vai poeira, ou estrelas, ou memória
Fazendo risco no chão de um caminho pro mar.
Que hoje tem fim no contar de alguns passos,
Nós, tão crianças corremos a janela
É por ela, é na fresta, que ainda temos sonhos
E centelha e poeira e estrelas
Deixo a porta entreaberta para o sol,
Se voltar após as chuvas de modo sutil
As águas de Março caíram em Abril...
Krol Rice

03 abril, 2010

Para as Horas de Saudades




Posso morrer de saudades suas meu amor...
Por acaso, se eu morrer antes de voltar a te ver,
É porque você tirou em seu beijo todo meu ar.
Ficar longe de você é como viver sem respirar...
Krol Rice